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Caem os direitos dos trabalhadores e a esperança de justiça e igualdade


Existe um clássico da literatura chamado “UM CONTO DE DUAS CIDADES”, de Charles Dickens. O primeiro parágrafo deste livro é tão atual e tão próprio para os tempos de hoje, que poderia ter sido escrito para descrever o presente.

“Foi o melhor dos tempos, / foi o pior dos tempos, / foi a idade da sabedoria, / foi a idade da tolice, / foi a época da fé, / foi a época da incredulidade, / foi a estação da luz, / foi a estação das trevas, / foi a primavera da esperança, / foi o inverno do desespero / tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós.

Esse tipo de realidade nos assola! Temos governos esquizofrênicos, que na sua propaganda vivem “os melhores dos tempos” e, na hora de cumprir com suas obrigações, vivem “os piores dos tempos”.

Vivemos na sabedoria com acesso irrestrito a todo tipo de informação, a um click de um botão ou ao correr dos dedos… infelizmente, tanta informação não encontra filtros e, como não há tempo hábil, não busca o contraponto. Pior, não se busca a verdade e, assim, caímos na tolice.

Depositamos nossa fé em pessoas criadas para nos agradar, como produtos anunciados na televisão, construímos heróis para alimentar nossa carência e, quando estes se mostram falíveis, ocos, desprovidos das qualidades que nos foram vendidas, caímos na incredulidade de todo um sistema, onde generalizamos nossas frustrações e passamos a duvidar de tudo e todos, destruindo nossa capacidade de fé.

Acreditamos que a luz nos iluminou quando a corrupção foi desmascarada, acreditamos estar entrando em uma nova era, onde os bandidos são expostos diante de toda sociedade e, afinal, qual o melhor detergente para este tipo de sujeira senão a luz do sol? Entramos rapidamente em choque, quando descobrimos que a clareza aparente vem de uma lanterna seletiva, que ilumina apenas aquilo que a treva mais escura permite.

Tivemos um tempo de esperança, onde nos disseram que voltaríamos a crescer. Acreditamos no melhor que estava por vir, no “deixa que eu faço”, optamos por crer no mais ilusório dos discursos, adornado de palavras bonitas e imagens bem trabalhadas ao fundo de uma propaganda de TV. As flores que nos prometeram se tornam um rigoroso inverno, onde tudo o que sobe é o preço da passagem, a tarifa de luz, da água e os impostos. Cai a temperatura, gradualmente no nosso Estado, assim como caem os direitos dos trabalhadores e a esperança de uma colheita de justiça e igualdade.

Abrem-se as cortinas, caem as máscaras! O horrendo espetáculo da realidade, que sobrepõe ao fantasioso, nos assusta. Devemos, no entanto, buscar o TUDO que estava diante de nós e deixar o NADA para aqueles que, na escuridão, buscam nos cegar.

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, especialista em políticas públicas.

Artigo publicado originalmente em Blog do Esmael Morais

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