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Requião Filho cobra Agepar sobre dívida do pedágio

Revisão em cálculos apontou que algumas concessionárias receberam a mais por obras que não realizaram.|


Próximas de encerrar os contratos de concessão, algumas empresas responsáveis por praças de pedágio no Paraná foram alvo de um estudo técnico, em 2020, encomendado pela Agepar. O levantamento apontou o recebimento de uma porcentagem, embutida nas tarifas, por obras de duplicação que nunca foram realizadas. É a Taxa Interna de Retorno (TIR), referente ao que os engenheiros chamam de “degrau de pista dupla”, um termo técnico relacionado ao nivelamento de alguns trechos que deveriam ter sido duplicados.


O Deputado Requião Filho protocolou um pedido de informações no ano passado para ter acesso aos relatórios, que indicaram os valores recebidos de TIR, mas não estavam calculados e nem eram conclusivos. Agora, o estudo foi concluído e já está nas mãos da Agepar, que ainda não divulgou o cálculo final e nem o que fará a respeito. Por isso, o parlamentar protocolou um ofício esta semana para cobrar uma resposta da agência reguladora do serviço.


“Na resposta oficial que recebemos do DER, eles reconhecem esse recebimento a mais pelas pedageiras, contudo, o documento informa que cabe à Agepar a adoção das providências necessárias. O que estão esperando para tomar uma atitude? Terminar os contratos pra cobrar depois? Ao que tudo indica, poderiam abrir as cancelas desses trechos de pedágio até o fim que, nem assim, cobririam o montante que elas receberam a mais”, relatou.

Clique abaixo para baixar a resposta do DER

Resposta Ped de informação erro de calcu
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A Agepar afirmou, na época, que tomaria as medidas necessárias, nem que para isso, fosse necessário diminuir o valor cobrado nessas praças de pedágio.

“Agora queremos saber o que a Agepar pode fazer a respeito e se esses valores também serão devolvidos ao Estado do Paraná antes do encerramento dos contratos?”, questiona Requião Filho.

No documento protocolado ao presidente da Agepar, Reinold Stephanes, o deputado questiona o que está sendo feito para averiguação dos responsáveis e eventuais consequências. O prazo para resposta é de 30 dias.


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