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"Não é surpresa", diz Requião Filho sobre iniciativa do Governo em privatizar Copel

"A gente passou a campanha inteira alertando para essa possibilidade, mas a população não quis ouvir".


Os deputados estaduais foram surpreendidos nesta segunda-feira (21) por uma série de projetos polêmicos, protocolados em regime de urgência na Assembleia Legislativa, pelo Governo Ratinho Júnior. Dentre eles, o que propõe a transformação da Copel em companhia de capital disperso, sem acionista controlador.


Na avaliação do deputado Requião Filho, a medida que diminui a participação do controlador, vai-se diluindo a gestão e, aos poucos, a Copel vai sendo privatizada.


“Entrega de controle é privatização, sim! Podem dar o nome que quiserem, a verdade é que querem vender a Copel. Uma empresa lucrativa e que gera muito dinheiro para o Estado e para os acionistas. Querem vender a empresa, assim como fizeram com a Copel Telecom. Ratinho Jr se reelegeu dizendo que não iria vender a Copel e, passadas as eleições, faz o contrário. Mas nós avisamos que isso iria acontecer”, lembrou o parlamentar.

A bancada de oposição protocolou um Requerimento de envio de Expediente ao Governador, solicitando a suspensão dos atos que envolvem a desestatização da Copel e a notificação do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público do Estado para acompanhamento das operações.


Clique neste link abaixo para acessar o PROJETO na íntegra:

MENSAGEM N 103_22 _000045
.pdf
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Segundo Requião Filho, há divergências no projeto de lei suficientes para suspender a tramitação da proposta.

“Acredito que o Ratinho deva estar fazendo um bom negócio… para alguém, mas não para o Estado do Paraná. Já sabemos que houve uma movimentação atípica na compra de ações da Copel na última semana. Alguém está enchendo os bolsos de dinheiro. Alguém sabia e ganhou muito dinheiro com essas especulações do mercado financeiro”, alertou.

Assista:


Em seu discurso, o deputado também lembrou que muitos países estão revertendo as privatizações que um dia fizeram nos setores de água e energia.


“Como pode o Paraná ir na contramão do que o mundo já provou que não deu certo? A conta de luz ficará mais cara para a indústria, para o agro, para as famílias paranaenses e, na sequência, os investimentos irão diminuir. Nós vamos lutar junto com o povo para que a Copel continue sendo dos paranaenses”, declarou.




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