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A ideia da GENTRIFICAÇÃO da vacina, baseada na meriARISTOCRACIA no Brasil

Com a possibilidade de compra direcionada de vacinas por alguns entes privados, mais uma vez o país coloca a força econômica na frente da vida.

Foto: Dália Felberg / ALEP

#Artigo - Por: Requião Filho



Empresas particulares poderão adquirir vacinas. Vacinas estas que sequer existem em quantidade suficiente para imunizar os grupos de risco.


Apesar de entender o mérito da ideia, em um mundo ideal, no qual as empresas se importem com a vida das pessoas, sabemos que na dura realidade em que vivemos, serão priorizados aqueles que detém maior poder financeiro primeiro, depois, com as sobras, a classe operária.


Vocês realmente acham que uma multinacional imunizará primeiro sua mão de trabalho em vez de sua diretoria? Que quem deterá o poder de escolha, escolherá aquele que ele não se importa nem de ao menos pagar dignamente um salário que possibilite viver bem? É o enobrecimento, o aburguesamento, a elitização da vacina e não podemos concordar com isto.


Quando defendemos uma lista pública de imunização, estamos pensando no pequeno empresário, no MEI, com aquele que se importa com o funcionário que está ali todo dia com ele.


Mas, o mundo real é diferente disso, as empresas capazes de fazerem esse tipo de negociação são grandes, multinacionais, bancos, que quem decide está distante daquele que sofre. Não existem relações pessoais, mas manutenção dos negócios.


Todo ano discutimos salário-mínimo e sempre é o mínimo, os bancos lucram absurdos inclusive na pandemia, sempre falamos e vemos o poder aquisitivo sobrepondo aos interesses da população, em que mundo vivemos? O da empatia ou da grana? Teremos duas corridas! Imunizaremos grupos de riscos e ricos, limitando a produção geral disponível para o Brasil e fazendo com que o pobre, fora do grupo de risco, caia para a lista C do país. Já não basta ter pouca oportunidade, pouco emprego, pouca renda, agora querem excluir e taxar como dispensável. A formiga que fica para trás.


Mais uma vez o país escanteia os pobres e privilegia os ricos. Quem precisa primeiro de vacina é aquele que não tem proteção legal, que se não sai de casa para trabalhar morre de fome, que não está em um ambiente protegido sanitariamente.


Deveríamos sim estar estudando maneiras de quebrar as patentes, para que existisse acesso universal à vacina, inclusive primando por sua produção em território nacional.


Não tenho dúvida que o correto é universalizar a vacina e não ficar criando maneiras de favorecer determinados grupos.


Que sociedade o MDB idealiza? O partido precisa defender a universalização da vacina segundo critérios gerais e não vontades pessoais ou de instituições que buscam o lucro. Saúde para todos, regras igualitárias a saúde não pode chegar primeiro para aquele que pode mais economicamente, ela é um direito de todos.


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Artigo publicado originalmente em blog do Esmael Morais.

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