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PMDB Nacional segue na contramão da transparência e de sua própria história


A atual Presidência do Diretório Nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB surpreende mais uma vez seus filiados. Desta vez não se trata de nenhum grande nome denunciado, nem de nenhuma Reforma retirando direitos. Agora há a convocação para uma convenção extraordinária.

Em um primeiro momento, segundo notícias, a pauta se restringiria a alteração do nome do Partido para “Movimento Democrático Brasileiro”, remontando à sua origem, a do “velho MDB de Guerra”.

Era uma pauta pequena, mas já bem criticável, afinal, a atual cúpula do PMDB Nacional defendeu bandeiras que em nada se assemelham as do MDB. Alterar o nome sem mudar de postura, de nada adianta. Mera mudança de aparência, quase uma daquelas plásticas de senhoras da alta sociedade: você percebe de longe que é plástica e que não adiantou nada.

Vejam meus amigos! O Movimento Democrático Brasileiro foi um movimento que defendia a redemocratização do país, lutou por direitos, se opunha ao regime ditatorial e teve como um de seus maiores nomes: Ulysses Guimarães, parlamentar cujo legado político engloba a condução da Constituinte e a aprovação da Constituição de 1988.

Convenhamos que seja difícil, aliás, muito difícil, imaginar os integrantes do antigo MDB defendendo a última Reforma Trabalhista ou a Reforma da Previdência, muito menos a criação dos “currais eleitorais” pela mirabolante Reforma Política que se avizinha.

Porém, como se não bastassem essas contradições, o Partido divulgou que a alteração de nome não será o único tema tratado na reunião; também irão discutir alterações programáticas e estatutárias, além de compliance no Partido. Mas afinal, quais alterações programáticas e estatutárias estão querendo propor agora? Mistério no ar...

Uma coisa é certa; os filiados serão pegos de surpresa e não permitirão que ninguém estude as propostas com antecedência. Zero de Transparência. Zero de Democracia!

E por fim, compliance no PMDB Nacional?

Para quem não conhece, programas de compliance são diretrizes e adoção de práticas visando o cumprimento da legislação, observância da lei, normalmente adotados por empresas particulares. Mas o PMDB Nacional querer falar de compliance? Chega a ser irônico, uma vez que boa parte dos nomes da cúpula nacional do Partido se encontra em delações e ou é investigada pela operação Lava Jato.

Como se não bastasse isso tudo, querem extinguir a Fundação Ulysses Guimarães e, ao que tudo indica, com interesses de acessar seus recursos financeiros. Uma grande irresponsabilidade! A manutenção desta instituição é altamente necessária e tem feito a diferença nos quatro cantos do Paraná, com curso voltados ao aprimoramento das pessoas que pensam a política de um jeito sério e responsável. Ao que parecem, estão querendo driblar a fiscalização do Ministério Público e não precisar mais prestar de contas.

No lugar de adotar uma compliance meramente formal, defendo a adoção da accountability pelo PMDB Nacional, ou seja, onde os membros do partido se responsabilizem integralmente por seus mandatos, respondam por seus atos, tenham a coragem de reconhecer seus erros e não obstruam a imprensa ou as investigações.

O PMDB Nacional esconde até mesmo as questões a serem discutidas numa convenção.

No PMDB a regra “o exemplo vem de cima” se inverteu. Aqui o exemplo vem do Paraná e de Curitiba. Aqui defendemos a aproximação com a sociedade, a defesa de direitos, a formação da população e a probidade administrativa.

Artigo publicado originalmente em blog do Esmael.

#pmdb #fug #artigo

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